Jogo dos juvenis (?) do Barcelona contra os do Atlético de Bilbau. Putos de 14 anos que já têm assimilados os mesmos princípios de jogo da equipa principal: os jogadores sempre em movimento no campo, posicionando-se de modo a criarem desmarcações e triangulações como forma de criar linhas de passe e de avançar verticalmente no terreno, com o natural ênfase no passe ao segundo/terceiro toque e o resultado sendo uma posse de bola absoluta, que retira aos adversários qualquer possibilidade de discutir o jogo.
A concretização do lance são jogos como o desta semana, em que um Barça sem Messi e Ibrahimovic , praticamente apenas com jogadores da cantera, anulou sem piedade o Inter.
E por isto é que o Real Madrid não irá ganhar de certeza absoluta qualquer título esta época. Até pode ganhar para o ano, ou para o outro, mas nunca de forma sistemática. Não há milhões que lhes valham. A solução é simples: investimento nas camadas jovens, insusceptivel contudo de gerar a curto prazo o dinheiro suficiente para pagar as gigantescas dívidas do clube à banca. Trata-se contudo de uma estratégia com resultados comprovados: veja-se o grande Real Madrid de meados dos anos 80 e princípio dos de 90, o da Quinta del Buitre, que tinha no seu núcleo cinco grandes jogadores provindos directamente da cantera: Emilio Butragueño, Miguel Pardeza, Manolo Sanchís, Míchel e Rafael Martín Vázquez.
De facto, o Real Madrid funciona como o Estado Português: uma dívida gigantesca, que se tenta combater comprando-se novos jogadores (no caso português, aumentando-se os impostos) capazes de promover grandes receitas de merchandising e de eventualmente ganhar os tão desejados troféus dentro de campo, por sua vez geradores de grandes somas monetárias. Contudo, muitas vezes os troféus não são ganhos, e os problemas estruturais por trás das dívidas (despesismo, modelos de negócio insustentáveis) permanecem incólumes, agravados ainda mais pelas sucessivas compras de novos jogadores. Como se diz aqui, adia-se o problema para daqui a uns anos, mas não se o debela: a jornada final é a falência. Do Real Madrid duvido, porque os sócios e eventualmente o Estado espanhol não o deixarão falir, mas no caso do Estado português, sem qualquer dúvida, visto que quando tal acontecer, os cidadãos portugueses já não terão um único cêntimo nos bolsos.

P.S.: Tomem o Javi Garcia como uma curiosa (por constituir o caso inverso) personificação de todos aqueles jovens portugueses que são deixados a apodrecer em terra pátria, mas que depois constroem carreiras de sucesso em todo o mundo, não interessa onde, menos em Portugal.
A concretização do lance são jogos como o desta semana, em que um Barça sem Messi e Ibrahimovic , praticamente apenas com jogadores da cantera, anulou sem piedade o Inter.
E por isto é que o Real Madrid não irá ganhar de certeza absoluta qualquer título esta época. Até pode ganhar para o ano, ou para o outro, mas nunca de forma sistemática. Não há milhões que lhes valham. A solução é simples: investimento nas camadas jovens, insusceptivel contudo de gerar a curto prazo o dinheiro suficiente para pagar as gigantescas dívidas do clube à banca. Trata-se contudo de uma estratégia com resultados comprovados: veja-se o grande Real Madrid de meados dos anos 80 e princípio dos de 90, o da Quinta del Buitre, que tinha no seu núcleo cinco grandes jogadores provindos directamente da cantera: Emilio Butragueño, Miguel Pardeza, Manolo Sanchís, Míchel e Rafael Martín Vázquez.
De facto, o Real Madrid funciona como o Estado Português: uma dívida gigantesca, que se tenta combater comprando-se novos jogadores (no caso português, aumentando-se os impostos) capazes de promover grandes receitas de merchandising e de eventualmente ganhar os tão desejados troféus dentro de campo, por sua vez geradores de grandes somas monetárias. Contudo, muitas vezes os troféus não são ganhos, e os problemas estruturais por trás das dívidas (despesismo, modelos de negócio insustentáveis) permanecem incólumes, agravados ainda mais pelas sucessivas compras de novos jogadores. Como se diz aqui, adia-se o problema para daqui a uns anos, mas não se o debela: a jornada final é a falência. Do Real Madrid duvido, porque os sócios e eventualmente o Estado espanhol não o deixarão falir, mas no caso do Estado português, sem qualquer dúvida, visto que quando tal acontecer, os cidadãos portugueses já não terão um único cêntimo nos bolsos.

P.S.: Tomem o Javi Garcia como uma curiosa (por constituir o caso inverso) personificação de todos aqueles jovens portugueses que são deixados a apodrecer em terra pátria, mas que depois constroem carreiras de sucesso em todo o mundo, não interessa onde, menos em Portugal.











